segunda-feira, 28 de maio de 2012

 do Blog do Mourão - O cotidiano em outra perspectiva
Posted: 27 May 2012 08:55 PM PD


Mauro Benevides Filho
Leia essa gravíssima declaração: 

“Aqui no aeroporto velho (Fortaleza-CE) está chegando jatinho particular com malas de jóias que são vendidas em apartamentos de grã-finos que precisam ser coibidos de maneira forte.” Essa afirmação foi feita pelo Secretário Estadual da Fazenda, Prof. Mauro Benevides Filho. (DN. 23.05.12)

Dada a notícia, o secretário tem a obrigação de provar que não está contando lorotas. Ele tem meios para esclarecer. E, cabe mesmo a indagação: será que apenas jóias? E se for droga, secretário?
Ué! E esses aviões sobem e descem sem qualquer controle? Esse assunto não pode passar batido…

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Veta  Tudo  Dilma

Está ganhando força e visibilidade o movimento “Veta Dilma”, às vésperas da decisão final da presidente Dilma a respeito do novo Código Florestal. O prazo está marcado para a próxima sexta feira, 25 de maio. Caberá a ela sancionar ou vetar total ou parcialmente o novo Código Florestal que a Câmara Federal votou no mês passado.
Joga a favor do veto presidencial toda a mobilização da classe artística e intelectual do País, além da crescente presença do assunto nas redes sociais. Sem esquecer a iminência da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável Rio+20. Sancionar a Código aprovado pelos deputados seria decretar um lastimável retrocesso na questão ambiental e chamuscar consideravelmente a  imagem positiva da presidente Dilma perante a comunidade mundial.
Contra a decisão do veto não se pode desconsiderar o interesse de uma base aliada muito ampla e com um número significativos de parlamentares ruralistas. 



segura que é tua...Dilma!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

falta  respiro  nas  igrejas

 * Assuero Gomes




Quando você se sentir oprimido por causa do peso da estrutura religiosa à qual você pertence, quando se sentir culpado, de tal maneira que o ar fique pesado para entrar e sair dos seus pulmões e o peso da culpa que fizeram recair sobre você ficar insuportável, quando você não conseguir cumprir com todas as obrigações impostas, quando a igreja for muito grande e você se sentir muito pequeno, lembre-se de algumas verdades:
Jesus não veio condenar ninguém, Jesus não fundou nenhuma religião, Jesus não pediu que lhe construíssem nenhum templo, não escolheu nenhuma cidade nem lugar como sagrado, não discriminou ninguém, não aceitou oferendas nem as pediu.
Lembre-se sempre do que Ele ensinou, dentre muitas coisas: o verdadeiro lugar de adoração é o seu coração, o verdadeiro culto agradável ao Pai é atender ao necessitado, o Templo que Ele construiu foi seu próprio corpo ressuscitado, todos são filhos de Deus, sem exceção; nunca chame ninguém de mestre, pois só um é o Mestre, não chame ninguém de senhor, pois o próprio Deus é chamado de papai.
Os homens e as mulheres constroem seus sistemas religiosos institucionais de tal maneira que você pensa que é a vontade de Deus e, assim pensando, você é oprimido muitas vezes por esse sistema e ainda assim é você quem o sustenta tanto psicológica, espiritual e financeiramente. O sistema é construído à imagem e semelhança dos que governam esse mundo, mas no modelo que Jesus nos ensinou é o inverso que deve acontecer, quem é o maior, que seja o menor, quem quer ser servido que sirva, os últimos serão os primeiros, os mansos e humildes herdarão a Terra, os famintos serão saciados e os ricos despedidos de mãos vazias.

Liberte-se, pois só assim poderá acompanhar Jesus lado a lado e sentir a verdadeira grandeza de um Deus que caminha na poeira dos pés dos deserdados, que se admira com a veste dos lírios do campo e se alegra com o partir do pão. Uma grandeza resplandecente na humildade.
Transforme a instituição que você frequenta em comunidade fraterna de vivência de fé. Nunca tema autoridade nenhuma, pois os filhos são herdeiros e uma vez incorporados na partilha do pão, já são uma só carne e um só sangue.
Lembre-se que quanto mais você se tornar obediente aos ditames do mundo, quanto mais complacente com as injustiças do mundo, quanto mais enquadrado na imutável hierarquia dos sistemas, mais preso estará e assim, mais distante de Jesus, do caminhar livre.
As igrejas tentam aprisionar Jesus e assim aprisionam você. Libertar Jesus das igrejas, na verdade é libertar você das igrejas.
Quando você conseguir caminhar livre, e só assim, você poderá libertar sua igreja.
A igreja liberta será então a morada da comunidade verdadeira, sem amarras, sem ritos rotos, sem interditos, sem pecados nem mesuras devidas a ninguém; então a sua opressão não mais existirá, então o ar poderá assear livremente nos seus pulmões e na natureza exterior, e você se sentirá leve, tão leve, que pousará suave aos pés dos pés do necessitado, ali, onde caminha nosso irmão, Jesus.

*artigo publicado no Jornal do Comércio, Pernambuco, dia 20 de maio de 2012

assuerogomes@terra.com.br
Cristão católico leigo da Arquidiocese
de Olinda e Recife

O Movimento se encontra mensalmente 
nas instalações da paróquia 
N. Sra. das Dores/Otávio Bonfim


3º Colóquio Teológico sábado 26 de maio - 08:30 hs - no salão da Igreja de Nossa Senhora das Dores (Otávio Bonfim - Av.Bezerra de Menezes)  

 

sábado, 19 de maio de 2012


 quem te viu, quem te ...VEJA




 7/5/2012  Por Altamiro Borges


Por que a mídia nativa fecha-se em copas diante das relações entreCarlinhos Cachoeira e a revistaVeja? O que a induz ao silêncio? O espírito de corpo? Não é o que acontece nos países onde o jornalismo não se confunde com o poder e em vez de servir a este serve ao seu público. Ali os órgãos midiáticos estão atentos aos deslizes deste ou daquele entre seus pares e não hesitam em denunciar a traição aos valores indispensáveis à prática do jornalismo. Trata-se de combater o mal para preservar a saúde de todos. Ou seja, a dignidade da profissão.  O Reino Unido é excelente e atualíssimo exemplo. Estabelecida com absoluta nitidez a diferença entre o sensacionalismo desvairado dos tabloides e o arraigado senso de responsabilidade da mídia tradicional, foi esta que precipitou a CPI habilitada a demolir o castelo britânico de Rupert Murdoch. Isto é, a revelar o comportamento da tropa murdoquiana com o mesmo empenho investigativo reservado à elucidação de qualquer gênero de crime. Não pode haver condão para figuras da laia do magnata midiático australiano e ele está sujeito à expulsão da ilha para o seu bunker nova-iorquino, declarado incapaz de gerir sua empresa.
O Brasil não é o Reino Unido, a gente sabe. A mídia britânica, aberta em leque, representa todas as correntes de pensamento. Aqui, terra dos herdeiros da casa-grande e da senzala, padecemos a presença maciça da mídia do pensamento único. Na hora em que vislumbram a chance, por mais remota, de algum risco, os senhores da casa-grande unem-se na mesma margem, de sorte a manter seu reduto intocado. Nada de mudanças, e que o deus da marcha da família nos abençoe. A corporação é o próprio poder, de sorte a entender liberdade de imprensa como a sua liberdade de divulgar o que bem lhe aprouver. A distorcer, a inventar, a omitir, a mentir. Neste enredo vale acentuar o desempenho da revista Veja. De puríssima marca murdoquiana.
Não que os demais não mandem às favas os princípios mais elementares do jornalismo quando lhes convém. Neste momento, haja vista, omitem a parceria Cachoeira-Policarpo Jr., diretor da sucursal de Veja em Brasília e autor de algumas das mais fantasmagóricas páginas da semanal da Editora Abril, inspiradas e adubadas pelo criminoso, quando não se entregam a alguma pena inspirada à tarefa de tomar-lhe as dores. Veja, entretanto, superou-se em uma série de situações que, em matéria de jornalismo onírico, bateram todos os recordes nacionais e levariam o espelho de Murdoch a murmurar a possibilidade da existência de alguém tão inclinado à mazela quanto ele. E até mais inclinado, quem sabe.
O jornalismo brasileiro sempre serviu à casa-grande, mesmo porque seus donos moravam e moram nela. Roberto Civita, patrão abriliano, é relativamente novo na corporação. Sua editora, fundada pelo pai Victor, nasceu em 1951 e Veja foi lançada em setembro de 1968. De todo modo, a se considerarem suas intermináveis certezas, trata-se de alguém que não se percebe como intruso, e sim como mestre desbravador, divisor de águas, pastor da grei. O sábio que ilumina o caminho. Roberto Civita não se permite dúvidas, mas um companheiro meu na Veja censurada pela ditadura o definia como inventor da lâmpada Skuromatic, aquela que produz a treva ao meio-dia.
Indiscutível é que a Veja tem assumido a dianteira na arte de ignorar princípios. A revista exibe um currículo excepcional neste campo e cabe perguntar qual seria seu momento mais torpe. Talvez aquele em que divulgou uma lista de figurões encabeçada pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apontados como donos de contas em paraísos fiscais.
Lista fornecida pelo banqueiro Daniel Dantas, especialista no assunto, conforme informação divulgada pela própria Veja. O orelhudo logo desmentiu a revista, a qual, em revide, relatou seus contatos com DD, sem deixar de declinar-lhes hora e local. A questão, como era previsível, dissolveu-se no ar do trópico. Miúda observação: Dantas conta entre seus advogados, ou contou, com Luiz Eduardo Greenhalgh e Márcio Thomaz Bastos, e este é agora defensor de Cachoeira. É o caso de dizer que nenhuma bala seria perdida?
Sim, sim, mesmo os mais eminentes criminosos merecem defesa em juízo, assim como se admite que jornalistas conversem com contraventores. Tudo depende do uso das informações recebidas. Inaceitável é o conluio. Asocietas sceleris. A bandidagem em comum.

*Altamiro Borges é jornalista, escritor e secretário Nacional de Mídia do Partido Comunista do Brasil.

quarta-feira, 16 de maio de 2012


Tocando Em Frente

De alguns anos para cá, no dia de meu aniversário, entre muitas preces e uma bem geladinha, não deixo de ouvir e cantar “Tocando Em Frente”, prometendo a mim mesmo que um dia ainda vou aprender a andar devagar porque já tive pressa... Quando? Acho que nem Deus sabe. Mas, de uma coisa tenho certeza:

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz quem sabe?
Eu só levo a certeza do que muito pouco sei...
Ou nada sei...
Conhecer as manhãs e as manhãs...
O sabor das massas e das maçãs...
É preciso amor pra poder pulsar..
É preciso paz pra poder sorrir..
É preciso a chuva para florir..
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente..
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada
Eu vou...estrada eu sou...

È quase meia noite deste meu septuagésimo primeiro aniversário.
 Obrigado Senhor! Ainda mais depois de um dia tão carregado de energia positiva. Estou em Salvador da Bahia comemorando 10 anos de morte do meu amigo Pe. Luis Lintner, assassinado no bairro Cajazeiras 5, em circunstâncias ainda pouco esclarecidas. A quem interessa esclarecer o assassinato de pobres e de quem gosta de pobres? 
 Foi muita festa, hoje, aqui na Casa do Sol, obra começada por ele quinze anos atrás, para oferecer infinitas oportunidades a crianças, adolescente e aos jovens sistematicamente esquecidos pelas políticas públicas. Em que pese o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA)!
Sério: senti o espírito iluminado do Luis baixar pouco a pouco  e contagiar a todos, pequenos e grandes.. Foi um dia para aniversariante nenhum botar defeito. Estou feliz, mesmo longe das pessoas amadas de Fortaleza.
Agradeço ao bom Deus e vou deitar em paz. 
Parabéns para mim mesmo. 
Por que não?


domingo, 13 de maio de 2012

 Dia das Mães

dedico este poema à minha mãe Lídia, falecida em 1991, sempre viva em mim
 
mamãe e eu em 1941....que fofura!
 Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.