Não é de hoje que o jogo de interesses econômicos vem marcando e alimentando a hipocrisia das relações internacionais. Mas tem limite para tudo. Refiro-me a hipocrisia de muitos países da Europa e dos americanos. O custo do petróleo preocupa a todos eles. Além disso, uma possível migração em massa já deu os primeiros sinais deixando em polvorosa a Europa, em particular a Itália.
Seu onipotente e imoral premier Silvio Berlusconi, que sempre relutou em condenar as posturas violentas do ditador da Líbia, de improviso, pretende assumir as dores da Europa toda alertando que: “A Europa e o Ocidente não podem permanecer como espectadores desse processo”, disse ele. “Os acontecimentos das últimas semanas afetam as nossas relações comerciais, o nosso abastecimento de energia e a nossa própria segurança.”
Que vivam o petróleo, a energia e as fronteiras sob controle. Que morra o povo debaixo da fúria ensandecida do ditador Kadhafi.
A essas alturas é bom lembrar que a Itália importa da Líbia 25% de seu petróleo e 12% de seu gás. O vencedor dessa estúpida tragédia poderá "fazer diferença".
domingo, 27 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O look de um louco
Nem todo louco é ditador, mas todo ditador é, no mínimo, louco e sanguinário. Tão sanguinário que depois de ordenar às Forças Armadas que massacrem seu próprio povo, o ditador da Líbia Muamar Kadafi faz pronunciamento e diz que resistirá "até a última gota de sangue" aos protestos que reunem milhares nas ruas de Tripoli e Bengazi, principais cidades do país.
Desde o início dos protestos, a repressão tem sido dura, deixando até agora cerca de mil mortos. O número exato das vítimas desta orgia de poder ainda é muito desencontrada por causa do cerceamento aos meios de informação, incluindo a internet. Há quem fale de quase dez mil. Exagero com certeza. Mesmo assim tudo poderá acontecer depois do louco pronunciamento de terça- feira 22 onde o ditador afirmava que ainda não usou de fato a força, mas que vai começar em breve.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Desigualdade social e renda injusta
Autor: Frei Beto
Entre os 15 países mais desiguais do mundo, 10 se encontram na América Latina e Caribe. Atenção: não confundir desigualdade com pobreza. Desigualdade resulta da distribuição desproporcional da renda entre a população.
O mais desigual é a Bolívia, seguida de Camarões, Madagascar, África do Sul, Haiti, Tailândia, Brasil (7º lugar), Equador, Uganda, Colômbia, Paraguai, Honduras, Panamá, Chile e Guatemala.
A ONU reconhece que, nos últimos anos, houve redução da desigualdade no Brasil. Em nosso continente, os países com menos desigualdade social são Costa Rica, Argentina, Venezuela e Uruguai.
Na América Latina, a renda é demasiadamente concentrada em mãos de uma minoria da população, os mais ricos. São apontadas como principais causas a falta de acesso da população a serviços básicos, como transporte e saúde; os salários baixos; a estrutura fiscal injusta (os mais pobres pagam, proporcionalmente, mais impostos que os mais ricos); e a precariedade do sistema educacional.
No Brasil, o nível de escolaridade dos pais influencia em 55% o nível educacional a ser atingido pelos filhos. Numa casa sem livros, por exemplo, o hábito de leitura dos filhos tende a ser inferior ao da família que possui biblioteca.
Graças à ascensão de governos democráticos-populares, nos últimos anos o gasto público com políticas sociais atingiu, em geral, 5% do PIB dos 18 países do continente. De 2001 a 2007, o gasto social por habitante aumentou 30%.
Hoje, no Brasil, 20% da rendas das famílias provêm de programas de transferência de renda do poder público, como aposentadorias, Bolsa Família e assistência social. Segundo o IPEA, em 1988 essas transferências representavam 8,1% da renda familiar per capita. De lá para cá, graças aos programas sociais do governo, 21,8 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema.
Essa política de transferência de renda tem compensado as perdas sofridas pela população nas décadas de 1980-1990, quando os salários foram deteriorados pela inflação e o desemprego. Em 1978, apenas 8,3% das famílias brasileiras recebiam recursos governamentais. Em 2008, o índice subiu para 58,3%.
A transferência de recursos do governo à população não ocorre apenas nos estados mais pobres. O Rio de Janeiro ocupa o quarto lugar entre os beneficiários (25,5% das famílias), antecedido por Piauí (31,2%), Paraíba (27,5%) e Pernambuco (25,7%). Isso se explica pelo fato de o estado fluminense abrigar um grande número de idosos, superior à media nacional, e que dependem de aposentadorias pagas pelos cofres públicos.
Hoje, em todo o Brasil, 82 milhões de pessoas recebem aposentadorias do poder público. Aparentemente, o Brasil é verdadeira mãe para os aposentados. Só na aparência. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE demonstra que, para os servidores públicos mais ricos (com renda mensal familiar superior a R$ 10.375), as aposentadorias representam 9% dos ganhos mensais. Para as famílias mais pobres, com renda de até R$ 830, o peso de aposentadorias e pensões da previdência pública é de apenas 0,9%.
No caso do INSS, as aposentadorias e pensões representam 15,5% dos rendimentos totais de famílias que recebem, por mês, até R$ 830. Três vezes mais que o grupo dos mais ricos (ganhos acima de R$ 10.375), cuja participação é de 5%.
O vilão do sistema previdenciário brasileiro encontra-se no que é pago a servidores públicos, em especial do Judiciário, do Legislativo e das Forças Armadas, cujos militares de alta patente ainda gozam do absurdo privilégio de poder transferir, como herança, o benefício a filhas solteiras.
Para Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, no Brasil "o Estado joga dinheiro pelo helicóptero. Mas na hora de abrir as portas para os pobres, joga moedas. Na hora de abrir as portas para os ricos, joga notas de cem reais. É quase uma bolsa para as classes A e B, que têm 18,9% de suas rendas vindo das aposentadorias. O pobre que precisa é que deveria receber mais do governo. Pelo atual sistema previdenciário, replicamos a desigualdade."
A esperança é que a presidente Dilma Rousseff promova reformas estruturais, incluída a da Previdência, desonerando 80% da população (os mais pobres) e onerando os 20% mais ricos, que concentram em suas mãos cerca de 65% da riqueza nacional.
Disponível em:http://www.brasildefato.com.br/node/5725
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
"toda pessoa vale mais que seu próprio erro"
Recebi, passo adiante e aproveito para dizer que concordo plenamente com o meu amigo Edmar que tem a coragem de assumir publicamente seu posicionamento. Enquanto um bom número de servidores públicos aproveitam-se do anonimato para tentar "detonar" não tanto a diretora do presídio dra Ruthe Leite Vieira, quanto a única experiência que, no Ceará, aponta para alternativas sérias e coerentes com a finalidade última da aplicação da Lei de Execução Penal. Muito em breve irei oferecer aos leitores deste blog informações sobre o método APAC. (Na foto abaixo: (Ruthe e Pe. Marcos)
A aplicação da lei penal deve ser objetivo das ações do próprio Estado que deve buscar na Sociedade apoio para o alcance da ressocialização da pessoa presa.
O servidor penitenciário, por conseguinte, é o meio utilizado para dinamizar através das ações práticas a aplicação dos Direitos, como também, cobrar os deveres da pessoa presa concernentes ao previsto em Lei. Logicamente que cabe também ao Estado dotar a administração penitenciária de todos os recursos humanos e materiais, bem como o fornecimento de políticas públicas para o Sistema Penal que favoreçam a aplicabilidade das ações segurança, custódia, assistências e demais serviços correlatos. Trata-se de fato inegável que há muito o Estado deixou de investir no sistema Penal. No Ceará, não diferente de outros Estados, a superlotação e a ausência dos investimentos acima mencionados, hoje acarretam o que se acompanha na mídia: fugas, mortes, resgates de presos, crimes através de celulares utilizados pelos reclusos dentro das prisões.
A ousadia da administração do Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira-II - IPPOO-II, baseia-se na vontade e abnegação de uma equipe de trabalho que se nega veementemente a usar o esquecimento do Estado para com o Sistema Penal, como base de sustentação de argumentos fracos de verdades de que "nada se pode fazer" para melhorar as condições dos presídios, e da vida de todos aqueles que direta ou indiretamente interagem com o cárcere.
Humanização, coragem, força de vontade, indignação contra o ócio, essas são as palavras que propulsionam a Direção do IPPOO-II e sua equipe, diferentemente de muitos que só reclamam e nada fazem para melhorar se quer seu próprio ambiente de trabalho e, quando fazem algo é com o objetivo mercenário de lucrar.
As boas críticas sempre vem acompanhadas de sugestões viáveis para resolução de problemas. Pergunto: Qual o seu papel enquanto servidor público e cidadão para contribuir com a segurança pública e a paz social? Qual o seu papel enquanto cristão para com o seu próximo?
No IPPOO-II, aqueles que são abnegados e respondem sem titubear que "aqui fazemos a diferença", mostram todo dia na sua labuta com os encarcerados que "todo homem vale mais que seu próprio erro".
Só o conhecimento empírico do cárcere pode embasar críticas bem fundadas do quão é importante um projeto como o que ora é aplicado no IPPOO-II, o projeto APAC. Por mais de dois anos desde sua implantação, esse projeto trouxe a paz dentro de uma unidade prisional do sistema comum. Nenhuma morte violenta, motins, rebeliões, fugas ou tentativas foi registrada desde o ano de 2009. Agora, uma ação de um grupo de presos que ousa fugir, pois sabe da fragilidade da segurança de qualquer unidade prisional do país, é utilizada para por em questão um projeto humanitário de tamanha importância para a sociedade e para o próprio Sistema Penal.
A hipocrisia de alguns lançada na mídia com o intuito de denegrir a imagem do projeto APAC e do IPPOO-II não alcançará êxito, pois é um projeto de forte base cristã de valorização humana. Aqueles que se deleitam nas dificuldades alheias não alcançarão seu objetivo de ver o IPPOO-II ser apenas mais um presídio desumano e mero "deposito de gente".
Sou um Agente Penitenciário que se propôs a contribuir em tudo que for possível para dignidade de minha categoria e pela autonomia de minha Instituição Secretaria da Justiça, utilizando de minha força de trabalho, pois, aprendi durante os anos que queixumes são argumentos dos que nada fazem nem querem deixar fazer.
Honra-me poder ter sido um dos que implantou com tanto sucesso o projeto APAC no IIPPOO II, como também de ter sido parceiro da Dra. Ruth Leite Vieira, mulher cristã, que busca nas pessoas aquilo que de melhor elas tem.
Edmar O. Santos
Agente Penitenciário
Coordenador Adjunto do Sistema Penal
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
acorda itália.... merecemos mais
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, classificou hoje de «vergonhosas» e «subversivas» as manifestações realizadas no domingo passado em várias cidades do país para defender a dignidade da mulher.
«São mobilizações subversivas, partidárias, contra a minha pessoa e impulsionadas por uma esquerda que utiliza qualquer meio para tentar vencer um adversário que não consegue vencer nas urnas», afirmou Berlusconi, durante uma participação telefónica num programa de televisão.
«Todas as mulheres que me conhecem sabem que tenho muita consideração e respeito (por elas)», acrescentou.
Centenas de milhares de italianas manifestaram-se em todo o país para dizer «Basta!» a Silvio Berlusconi, ao considerar que a dignidade das mulheres está a ser atacada por tantos escândalos de caracter sexual. Desde dezembro passado, Berlusconi está sendo investigado por ter remunerado os serviços sexuais de uma menor marroquina. O manifesto de protesto das mulheres conta, por enquanto, com 50 mil assinaturas.
«São mobilizações subversivas, partidárias, contra a minha pessoa e impulsionadas por uma esquerda que utiliza qualquer meio para tentar vencer um adversário que não consegue vencer nas urnas», afirmou Berlusconi, durante uma participação telefónica num programa de televisão.
«Todas as mulheres que me conhecem sabem que tenho muita consideração e respeito (por elas)», acrescentou.
Centenas de milhares de italianas manifestaram-se em todo o país para dizer «Basta!» a Silvio Berlusconi, ao considerar que a dignidade das mulheres está a ser atacada por tantos escândalos de caracter sexual. Desde dezembro passado, Berlusconi está sendo investigado por ter remunerado os serviços sexuais de uma menor marroquina. O manifesto de protesto das mulheres conta, por enquanto, com 50 mil assinaturas.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
política em parábolas
Essa é mais uma de Rubens Alves em :”Ostra feliz não faz pérola”. Como sempre, qualquer semelhança NÃO é mera coincidência. Por que todo o rato que fica dono do queijo vira gato. Cala-te boca!
“Diante do perigo do gato, os ratos se unem e sonham sonhos de fraternidade em que todos repartirão socialisticamente o queijo inacessível, guardado pelo gato.
Morto o gato, os ratos se esquecem da solidariedade socialista e começam a brigar entre si por um pedaço maior do queijo”.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
à margem da postagem anterior
Ah! Hoje foi a vez da música de Milton Guedes martelar meu pensamento.
Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar
Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meus semelhantes, nem por isso quero me ferir
Quero não ferir meus semelhantes, nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver
Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra
A paz na Terra, amor, o sal da...
A paz na Terra, amor, o sal da...
Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã
Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã
E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois
Pra melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois
à margem da parábola Mt 5, 13-16
“Sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça praticada contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Essa é a qualidade mais linda de um revolucionário."
Nada a ver! A primeira frase é um trecho da última carta na qual Ernesto Che Guevara despedia-se dos filhos antes de ser morto na Bolívia dois anos depois da redação do documento conciliar.
Tudo a ver! Os discípulos de Jesus teriam mais motivos ainda para tornar próprias essas palavras: todas as angústias do mundo são suas angústias, todas as alegrias são suas alegrias, todos os sonhos são os seus sonhos.
Hoje, o cristão é chamado, por vocação, mais do que qualquer outra pessoa, a ser universal, ou seja, uma pessoa que tem responsabilidade não só sobre si, mas sobre o mundo inteiro, através de suas opções, suas atitudes, sua consciência e seus compromissos.
Ser “ sal da terra e luz do mundo”, numa época de globalização como a nossa, é reconhecer que não é mais possível pensarmos em termos paroquiais, regionais ou nacionais: são pequenos demais.
A energia e as potencialidades do sal e da luz da parábola evangélica seduzem e apaixonam. E a paixão pelo mundo, própria da vocação cristã que se expressa no sentir e no vibrar profundamente pela humanidade inteira, e em ser capaz de realizar gestos simples, ousados e concretos de solidariedade e de partilha com os outros povos. Em outras palavras, "pensar mundialmente e agir localmente".
" Vós sois o equilíbrio da terra. Ora, se vocês se tornarem desequilibrados, como a equilibraremos?"
Pode até parecer uma das tantas seentenças do Concílio Vaticano II, precisamente da Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas
Nada a ver! A primeira frase é um trecho da última carta na qual Ernesto Che Guevara despedia-se dos filhos antes de ser morto na Bolívia dois anos depois da redação do documento conciliar.
Tudo a ver! Os discípulos de Jesus teriam mais motivos ainda para tornar próprias essas palavras: todas as angústias do mundo são suas angústias, todas as alegrias são suas alegrias, todos os sonhos são os seus sonhos.
Hoje, o cristão é chamado, por vocação, mais do que qualquer outra pessoa, a ser universal, ou seja, uma pessoa que tem responsabilidade não só sobre si, mas sobre o mundo inteiro, através de suas opções, suas atitudes, sua consciência e seus compromissos.
Ser “ sal da terra e luz do mundo”, numa época de globalização como a nossa, é reconhecer que não é mais possível pensarmos em termos paroquiais, regionais ou nacionais: são pequenos demais.
A energia e as potencialidades do sal e da luz da parábola evangélica seduzem e apaixonam. E a paixão pelo mundo, própria da vocação cristã que se expressa no sentir e no vibrar profundamente pela humanidade inteira, e em ser capaz de realizar gestos simples, ousados e concretos de solidariedade e de partilha com os outros povos. Em outras palavras, "pensar mundialmente e agir localmente".
È minha última reflexão neste domingo 06/02/11, à margem da parábola do sal e da luz. Será que Jesus não queria dizer mais ou menos assim:
" Vós sois o equilíbrio da terra. Ora, se vocês se tornarem desequilibrados, como a equilibraremos?"
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
êta sacrifício que todo o mundo quer!
Em seu primeiro discurso depois de reeleito presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) disse ontem que vai fazer um “sacrifício pessoal” para ficar no comando da Casa por mais dois anos.
(charge do Jornal O POVO 02/02/2010)
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