quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Niemayer nunca esteve tão lúcido

 " Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá,
foi como criar um lindo vaso de flores
prá vocês usarem como pinico.

Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião 
e sim um camburão".

                                            
Quem falou foi Oscar Neimayer...
ssim me disseram!




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

mais um um bom pastor que se vai



 

Dom Clemente José Carlos Isnard, O.S.B., nasceu no Rio de Janeiro aos 08 de julho de 1917. Professou na Ordem de São Bento aos 11 de julho de 1940 e foi ordenado sacerdote a 19 de dezembro de 1942. Foi nomeado bispo em 23 de abril de 1960 e recebeu a ordenação episcopal em 25 de julho de 1960. Ele participou integralmente do Concílio Vaticano II. Foi bispo de Nova Friburgo. Dedicou grande parte de sua vida à renovação litúrgica na Igreja Católica. Hoje, dia 25 de agosto, Dom Clemente será sepultado no mosteiro de São Bento em Olinda (PE).
Por ocasião de seu nonagésimo aniversário, lúcido e ainda ativo, Dom Clemente Dom Isnard lançou um pequeno livro que provocou discreto, mas profundo tremor na Igreja: “Reflexões de um bispo” (Editora Olho Dágua, SP). Sofreu pressões de todo tipo para não publicá-lo, mas não se deixou intimidar.
Para começar, o abade do mosteiro de São Bento, mesmo sem ter lido os originais, lhe pediu para desistir, afirmando que aquele livro lhe traria “muito sofrimento e respingos para o mosteiro".
A perseguição estava apenas começando. Até o Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri entrou em ação proibindo a Editora Paulus de publicar o livrinho. Dom Clemente, então, procurou outra editora.
Quando viu que o livro ia sair mesmo, o cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Oscar Scheid pediu (ou melhor, ordenou) que 14 bispos escrevessem a Dom Clemente intercedendo pela não publicação. Não cedeu e falou: “Eu devo um testemunho. Como diz o padre Comblin, os velhos dizem as coisas”.
 Na realidade, Dom Clemente não pretendia atentar contra a fé católica. Somente queria expressar o que muitos bispos pensam e gostariam de dizer acerca de temas ainda tidos como polêmicos ou tabus dentro da igreja católica. A vocação sacerdotal não celibatária, o lugar da mulher na Igreja, as ordenações femininas, a nomeação dos bispos com participação popular e a sucessão apostólica estendida a todos os bispos.
          
  Que Deus receba em seus braços paternos este seu bom servo!
            Dom Clemente, muito obrigado! Descanse em paz!









   

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O juz e as melancias


DESPACHO INUSITADO.


A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:



DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA NOS AUTOS DO PROC Nº. 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:

DECISÃO
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do hamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste ou desta presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....
Poderia dizer que os governantes das grandes potências mundiais jogam bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade. Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às
normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.

Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito
 
Enviem para juizes, promotores, advogados, estudantes de direito e outros cursos. Essa sentença é uma aula, mais que isso; é uma lição de vida, um ensinamento para todos os momentos. Ele com certeza desabafou por todos nós!

domingo, 21 de agosto de 2011

Teatro Transcendental

Presídio Feminino recebe o espetáculo “Judas” nesta segunda (22) na 9ª Mostra de Teatro Transcendental

Postado em (Cênicos CULT, Destaque) por admin em 19-08-2011

Neste ano, a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental acontece pela primeira vez em duas unidades penais do estado do ceará, em parceria com a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus-CE). O monólgo de “Judas” (50 min) será encenado às internas do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (BR 116, Km 27 – Itaitinga) nesta segunda-feira (22), às 9 horas.

No enredo da peça, um réu atemporal, sem pátria e sem época, molda em seus movimentos a face de Judas Iscariotes – o personagem histórico que viveu há dois mil anos. Usando apenas um tecido, o ator Joel Machado dá forma a figuras plásticas que, unidas a falas e gestos, criam a atmosfera de um tribunal – onde o público é o júri de um fato que se repete através dos séculos e inquieta a humanidade: a culpa do homem.
Elaborado a partir dos fundamentos da Antropologia Teatral, desenvolvida por Eugênio Barba (que estuda o comportamento humano quando o ator sua presença física e mental em uma situação organizada de representação, e de acordo com os princípios que são diferentes dos usados na vida cotidiana), o espetáculo cheio de sentidos e reflexão.
Na sexta-feira (26), às 15 horas, os internos do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (BR 116, Km 17 – Itaitinga) também receberão a apresentação. Esta mostra objetiva levar exemplos positivos e mensagens de paz, amor, respeito e ajuda ao próximo. Este ano, a Mostra presta uma homenagem à figura do pacifista indiano Sathya Sai Baba, morto em abril deste ano e cuja trajetória de vida foi marcada pelo ensinamento de princípios de paz, não-violência, amor divino e retidão.
A Mostra Brasileira de Teatro Transcendental é uma promoção da ONG Associação Estação da Luz e já faz parte do calendário artístico e cultural do Ceará, e tem fins solidários. As peças procuram levar a plateia presente à reflexão e a ações em prol do próximo. Em todas as suas edições o evento já teve mais de 180 mil espectadores.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

BELO MONTE

O projeto Belo Monte é um exemplo cabal de ineficiência energética (produzirá, em média, apenas 39% da eletricidade que promete), é absurdamente caro (cerca de R$ 30 bilhões, dos quais 80% são dinheiro do povo, a ser desembolsado pelo BNDES), e foi imposto pelo governo através de um processo brutal de sucessivas violações da legislação e da Constituição nacionais, e de acordos e tratados internacionais.
Acima de tudo, porém, o projeto de Belo Monte vai arrebentar com a vida dos povos, da fauna e da flora do Xingu, destruindo e secando parte de um dos mais belos e ricos rios do mundo, e transformando a região em terra arrasada. Não é à toa que Altamira foi campeã de desmatamento nesse primeiro semestre.
As máquinas já estão escavando o solo nas cercanias das barrancas do Xingu, mas não é tarde para silenciar seus motores! Unido, o povo brasileiro dirá ao governo o que pensa de Belo Monte!
Até agora, temos noticias de que Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Recife, Brasília, João Pessoa, Porto Velho, Belém e Santarém protestarão contra a usina. Outras cidades devem se juntar a essa corrente até o dia 20.
Mundo afora, manifestantes demonstrarão sua solidariedade com os povos do Xingu no dia 22, em frente a embaixadas e consulados brasileiros. Até o momento, ha confirmação de protestos na Austrália, Canadá, Inglaterra, França, Alemanha, Iran, Holanda, Portugal, Escócia, Taiwan, Turquia, Estados Unidos, México e País de Gales.
 
SOLICITAMOS A TODOS QUE TENHAM INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE CIDADES, PAÍSES, LOCAIS E HORÁRIOS DE PROTESTOS E CONCENTRAÇÕES, QUE ENVIEM PARA O E-MAIL campanhaxingu@gmail.com.
SOLICITAMOS A TODOS QUE FIZEREM FOTOS, VIDEOS E DEMAIS REGISTRO DAS MANIFESTAÇÕE, QUE ENVIEM PARA OS CONTATOS campanhaxingu@gmail.com, Xingu Vivo no Facebook e @xinguvivo.
 
 
Abaixo, as informações disponíveis até o momento:

20 de agosto (sábado):

Belém (PA) Praça da República, em frente ao Teatro da Paz rumo ao Ver o Peso 8h30
Brasília (DF) Em frente ao congresso nacional – 14h
Fortaleza (CE) Praça José de Alencar - 13h
João Pessoa (PB) Feirinha de Tambaú – 14h
Recife (PE)
Praça do Derby – 14h
Rio de Janeiro (RJ) Posto 4, na Av. Atlântica em Copacabana – 14h
Salvador (BA) Praça Campo Grande, até a Praça Municipal – 14h
Santarém (PA) Praça da Matriz, com caminhada pela orla da cidade até o ‘Mascotinho’ - 18h
São Paulo (SP) Av. Paulista, em frente ao MASP -13h
Around the world
August 22 (Mon)
Australia – Canberra, ACT -Brazilian Embassy – Canberra. 19 Forster Crescent, Yarraluma – 1pm
Canada/Toronto, Ontario – Embassy of Brazil in Toronto – 77. Bloor Street West, Suite 1109 – 3pm +
England/London – Embassy of Brazil London – 1pm
France/Paris - Court of Human Rights, Place du Trocadéro – 3pm
Germany/Berlin – Brazilian Embassy in Berlin – 2:30pm
Iran/Tehran
Netherlands/ Hague -Brazilian Embassy in the Hague, Netherlands – 8:30am
Portugal/Lisbon – Brazilian Consulate ((Saturday, 20) – 3pm
Scotland/Edinburgh – From Carlton Hill to the Meadows – 12pm
Taiwan/Taipei -Nearest embassy or consulate – 2pm
Turkey/Ankara - Brazilian Embassy, Ankara – 11pm
United States/Washington, DC - Brazilian Embassy in Washington D.C – Georgetown – 12:30pm
United States/Salt Lake City, Utah -Utah Brazilian Consulate, 180 South 300 West, Suite 130
United States/ New York City, NY – Brazilian Consulate, Ave. of the Americas and 47th St. NYC – 12pm
United States/San Francisco – San Francisco Brazilian Consulate – 300 Montgomery street, Suite 900, San Francisco, CA 94104 8am

meio campo embolado


Dua Perguntas sobre "Remoções"
 O Povo 28 agosto
Plínio Bortolotti - Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO
plinio@opovo.com.br


Bilhões estão sendo gastos nos preparativos para a Copa do Mundo, boa parte em recursos públicos para construções privadas (como é o caso de estádios de propriedade de clubes).
É verdade que parte desses gastos são para obras de “mobilidade urbana”, que ficarão como benefício para os moradores das cidades, onde haverá jogos da Copa.
Mas quando se trata de indenizar as pessoas pobres, que terão de deixar as suas casas devido às obras, começa-se a regatear sobre o valor que elas merecem receber. Querem pagar-lhes um valor que indenize materialmente as suas residências simples, como se o local onde moram não dispusesse também de um valor imaterial: os laços de solidariedade formados aos longos dos anos, o suor que desprenderam para arrancharem-se em locais antes ermos e desprezados pelo “mercado”. Sem falar na proximidade do comércio, das escolas, do transporte público, equipamentos de saúde e de outras facilidades que todo mundo gosta de ter por perto.
Em artigo neste espaço, na edição de terça-feira, o presidente da CUT-CE, Jerônimo do Nascimento anotou: “Grandes obras somente se justificam casos as famílias atingidas forem tratadas com respeito, dignidade e justiça”. Não parece ser o tratamento que vêm recebendo as comunidades ao longo da linha por onde passará o Veículo Leve sobre Trilho (Paragaba-Mucuripe). Pois, após a “indenização”, o segundo passo será “remover” essas pessoas – como se objetos fossem – para a periferia da cidade.
A primeira pergunta que faço (sabendo que nenhuma autoridade se dará ao trabalho de responder) é a seguinte: por que, com tanto dinheiro envolvido, não se pode acomodar as pessoas nas proximidades dos locais onde moram hoje?
A segunda (que também tende a ficar sem resposta): onde anda uma certa militância de esquerda que, por muito menos, costumava ocupar as ruas e tribunas do parlamento para fazer discursos eloquentes, exigindo respeito das “elites” para com os trabalhadores, que dizia representar?

sábado, 13 de agosto de 2011

Lei Maria da Penha

Cinco anos foram suficientes para provar que a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) veio para ficar. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desde sua sanção em 07 de agosto de 2006 até julho do ano passado, foram sentenciados 111 mil processos e distribuídos mais de 330 mil procedimentos de violação doméstica e familiar contra as mulheres. Além disso, foram realizadas 9,7 mil prisões em flagrante e decretadas 1.577 prisões preventivas de agressores.

A Rede de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres também foi ampliada. Existem hoje no Brasil 70 juizados de violência doméstica, 388 delegacias especializadas, 193 centros de referência para tratamento das vitimas e 71 casas abrigo.

Números bastante baixos se levarmos em conta o tamanho da população brasileira, o tempo em análise e, sobretudo, a secular prática machista violenta. Bem significativos, porém, para um país como o Brasil acostumado à complacência de uma Justiça sempre parcial quando estava em jogo a honra masculina.

Essa lei acabou com as sentenças alternativas, mudou o Código Penal e permitiu prisões preventivas. Antes, um agressor era “condenado” a distribuir cestas básicas e ficava solto à espera de uma condenação que nunca vinha. Enquanto isso, ninguém livrava a mesma mulher de novas ameaças ou maus tratos por parte do mesmo agressor.



Quando foi promulgada, não faltaram vozes sustentando a redundância desta lei. Afinal – afirmava-se – o código penal já contempla a possibilidade de punir os atos de violência contra qualquer tipo de pessoas, e em qualquer lugar, sem a necessidade de uma lei específica.

Ocorre, porém, que dezenas de milhares de mulheres, talvez mais, têm dentro da própria casa o seu maior inimigo: maridos, companheiros, pais, irmãos, até mesmo filhos, que praticam impunemente contra elas todo tipo de violências. E esses agressores têm como grande aliado o silêncio das vítimas, produto de uma cultura sedimentada por séculos que apregoa a submissão feminina e a lealdade ao grupo familiar a qualquer custo.

Uma coisa é certa, a simples existência de uma lei específica contra a violência doméstica está se tornando, aos poucos, elemento facilitador e incentivador para a denúncia e punição por esses maus tratos.

E tem mais, a particularidade da legislação facilitou também sua compreensão e divulgação, despertando, principalmente na área acadêmica, a expansão das pesquisas nas questões de gênero. Isso não deixa de ser um avanço na compreensão da feminilidade, em todos os seus aspectos tanto no âmbito familiar, profissional, como nas demais relações sociais. Sem esquecer que tudo isso implica em maior conhecimento menos empírico sobre a sociedade brasileira como um todo. 

Todos sabemos, no entanto, inclusive os próprios legisladores, que muito ainda precisa ser feito. Não se trabalha a reeducação ou a ignorância de um povo acrescentando mais uma lei às tantas já existentes.

 Acredito, no entanto, que a lei 11.340/06 poderá reverter, por bem ou por mal, os indicadores ainda assustadores da violência contra a mulher, num futuro bem próximo. O papel dos estabelecimentos de ensino em todos os níveis, das Igrejas e, não por último, dos meios de comunicação, não deixam de ter sua parte de responsabilidade na “desconstrução” da cultura machista tão antiquada nesses tempos de pós modernidade. 

O próprio ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou a violência doméstica como um tema "delicado e grave", e cobrou mais debates sobre a aplicação do texto. "Ainda há muito preconceito na aplicação da Lei Maria da Penha e, por essa razão, é muito importante debatê-la nos seus termos e resultados, para que ela possa ser ainda mais eficaz na perspectiva do combate a esse ato odioso que é a violência contra a mulher", afirmou o ministro. Mesmo reconhecendo os inegáveis “bons resultados” que a legislação tem alcançado, o ministro reitera, mas que é preciso combater o preconceito em relação à violência contra a mulher - inclusive entre autoridades. "Às vezes, vemos autoridades e pessoas em geral que tratam a violência contra a mulher como um ato banal, e não é um ato banal. É um ato que merece reprovação e, inclusive, uma reação social muito forte sempre que se consuma", disse.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

JUSTIÇA, JUSTIÇA…

Essa encontrei no Blog do Mourão - O cotidiano em outra perspectiva
10 Aug 2011





O jornal Valor Econômico (09.08.2011), em matéria intitulada – CNJ traça mapa da corrupção na Justiça – escrita por Juliano Basile e Maíra Magro, registra que: “No Ceará, a Justiça local contratou advogados para trabalhar no TJ. É como ter agentes interessados em casos de seus clientes diretamente vinculados a quem vai julgá-los. Ao todo, 21 profissionais liberais trabalharam no TJ de Fortaleza e custaram R$ 370 mil aos cofres do Estado.”
Quem pode explicar esse “pequeno equívoco”

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

63% das vítimas da violência em Fortaleza são jovens

Diário Nordeste
10 de agosto de 2011


IVNA GIRÃO
Repórter


Cartografia da Criminalidade e Violência mapeou todos os bairros da Capital entre os anos de 2007 e 2009. Pelo andar da carruagem, de 2009 para cá, a projeção deverá ser ainda mais alarmante. Para reverter este quadro, resta conhecer o tamanho da fatia do bolo das Políticas Públicas reservado às Regionais de maior vulnerabilidade. Sobrarão algumas migalhas depois de repartir o bolo das "Políticas da Copa 2014"?



Mais de 2.300 homicídios, cerca de 74.800 roubos, além de 16.900 casos de lesão corporal em apenas três anos na Capital. Os números parecem de uma cidade que vive em permanente guerra, mas são dados da realidade da violência na Capital cearense, apresentados ontem pela Fundação da Universidade Estadual do Ceará (Funece).
Um dado chamou mais atenção dos pesquisadores: 63% das vítimas de homicídio são jovens, todos entre 15 e 29 anos. Para a pesquisadora Rosemary de Oliveira, do Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade, o perfil dos mais vulneráveis ainda tem sido o mesmo, são jovens, solteiros, em idade produtiva, negros e com baixa renda e escolaridade. "O principal desafio é tentar reduzir os índices. Temos agora uma real demonstração de como as atuais políticas não estão conseguindo resolver todos os conflitos".
A cartografia foi realizada pelo Laboratório de Direitos Humanos, Cidadania e Ética, Laboratórios de Estudo da Violência e Laboratório de Estudos da Conflitualidade e Violência.

Regionais

Conforme o estudo, as secretaria Executivas Regionais (SERs) V e VI são as que possuem piores índices de violência. A primeira contabilizou 641 homicídios e outras 551 mortes violentas. Em seguida a SER VI, com 615 homicídios e 1.185 mortes violentas. "A maioria destes assassinatos foi com arma de fogo. Além do tráfico de drogas, estamos tendo que combater também a venda irregular destes instrumentos", comenta.

A "Cartografia da Criminalidade" mapeou os bairros de Fortaleza entre os anos de 2007 e 2009 e tem o objetivo de monitorar as estatísticas, avaliar a atuação dos programas de segurança, principalmente o Ronda do Quarteirão e o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

O estudo usou as informações cedidas pela Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), da Perícia Forense, pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza. Entretanto, a cartografia foi além dos já tradicionais vetores da criminalidade, afirma a professora Glaucíria Mota, responsável pela pesquisa.

"Olhamos também outros fatores como a falta de serviços básicos como saúde, educação e lazer. Reunimos tudo isto para ajudar o governo a produzir conhecimento sobre o assunto".

Para Glaucíria, três questionamentos podem ser feitos a partir dos índices expostos: sobre a atuação dos policiais militares, o fenômeno das pessoas que querem fazer justiça com as próprias mãos e o sucesso ou não das ações governamentais.

O pesquisador do LEV, César Barreira, afirmou que o estudo é inédito no Ceará e aponta para uma visão mais crítica e ampliada dos gestores sobre o crescimentos da criminalidade e consolidação dos estigmas. "Podemos perceber uma certa redução nos casos de furtos, por exemplo, quando o Ronda do Quarteirão entrou em vigor, mas logo os índices voltaram a subir com a diminuição da presença dos efetivos", afirma.

Na SER I, nos bairros de Parangaba, Fátima, Montese e Benfica, por exemplo, houve uma queda. Em 2008, foram 4.103 furtos, em 2009 caiu para 3.611. Entretanto, houve aumento de roubos nos bairros Damas e Jardim América, de 310 em 2008 para 398 em 2009. "Apesar de tudo, existe uma certa paridade geográfica. A média de roubos nas regionais ficou entre 12 e 14 mil durante os anos citados", comenta.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

15a. Romaria da Terra: Fé, Vida e Compromisso

A 15a. Romaria da Terra promovida no dia 7 de agosto de 2011 pela Comissão Pastoral da Terra do Ceará, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Nordeste I, na Diocese de Itapipoca, quis celebrar “No Testemunho dos mártires: terra, água e dignidade”, as lutas, as conquistas, a fé, a esperança do povo de Deus no Ceará.  Além disso, quis seriamente denunciar “os investimentos do poder público no agronegócio, nos agrocombustíveis, na produção de energia, na mineração e na infra-estrutura para o turismo que agride o território, a cultura e economia” (carta da 15a. Romaria da Terra, em 7 de agosto 2011). Ao mesmo tempo, colocar nas mãos do Senhor as várias práticas de produção da agricultura familiar camponesa, na gestão sustentável dos territórios e organização política de grupos, comunidades, movimentos populares. Assim, os romeiros e romeiras das nove dioceses do Estado do Ceará rezavam: “Ó Jesus, sertanejo e irmão, se nos expulsarem da terra e nos privarem da água e dos direitos, olha para nós, Senhor, e nos livra de tal sujeição”.
foto Alessio Moiola

Não tem como não expressar a alegria do encontro das pessoas, das comunidades eclesiais de base,  das pastorais sociais, dos organismos da Igreja, dos movimentos sociais do campo e da cidade. Eram mais de vinte mil pessoas. Vinte mil pessoas que entoavam cantos e rezavam a Deus e a Maria, ao Deus da libertação e a Maria que derruba dos tronos os poderosos e exalta os humildes. Com orações, denúncias, risos, partilha, solidariedade e, acima de tudo, com o desejo de ver um mundo novo, uma cidade nova, uma Terra sem males, conforme a Carta da 15ª Romaria da Terra, os romeiros e romeiras da terra reafirmaram o compromisso com a luta pela reforma agrária; a resistência ao atual modelo de desenvolvimento; a luta pela defesa da soberania alimentar, soberania energética; pelo uso da água como direito de todas as formas de vida. Reafirmaram, também, a defesa da luta dos povos originais - indígenas, quilombolas e sertanejos - pelo seu reconhecimento e dignidade. A Carta Compromisso reafirma o compromisso pastoral de continuar “com as mãos na massa, os pés firmes no chão, como povo de Deus que reza, mas coloca a oração no chão da terra e da vida”.
Dom Antônio Roberto Cavuto, bispo da Diocese de Itapipoca, em suas falas, chamou a atenção para a importância das lutas e do compromisso da Igreja e de sua ação pastoral com o homem e a mulher do campo, com as lutas diárias por libertação, contra a exploração dos poderosos e a falta de atenção dos governos.
A Romaria é um momento de renovação e afirmação do nosso compromisso, mas não podemos ficar só nisso. É preciso aglutinar as forças sociais e políticas para que consigamos fazer com que, permanentemente, os direitos sejam garantidos, porque nós, Igreja, temos a capacidade de organização e união. “Nossa fé pode remover montanhas”. Conseguimos reunir vinte mil pessoas para celebrar, rezar, agradecer a Deus e pedir a Mãe Maria, que caminhe conosco. E ela caminha! Caminha nas lutas do dia-dia. A Romaria da Terra acontece em consonância com as várias atividades realizadas pelas pastorais socais, CEBs e Organismos da Igreja no Ceará e no Brasil, assim como o Grito dos Excluídos. Nos próximos anos as Pastorais Sociais realizarão a 5a. Semana Social Brasileira, cujo lançamento será no dia 11 de agosto, em Brasília, e, mais uma vez, reunirá as forças eclesiais sociais, mostrando que é possível, fazer um novo acontecer e realizar na Terra o Reino de Deus. A Semana Social Brasileira acontecerá em um importante processo que só terminará em 2013. São várias as atividades a serem realizadas, como também vários os fóruns e redes.
Em Fortaleza, com as lutas atuais da cidade, as Pastorais Sociais e os Organismos da Igreja atuam e se comprometem com as causas populares no desejo de uma vida melhor para as crianças, as mulheres, a população de rua, os catadores, os migrantes, os carcerários, com destaque para as várias situações causadas pelos megaeventos, com possíveis remoções provocadas pelas obras da Copa do Mundo 2014. A Pastoral do Migrante, em especial, tem se somado ao Comitê Popular da Copa em Fortaleza para ser presença junto às comunidades atingidas e apoiá-las.
Olhemos para frente com a bênção e proteção de Nossa Senhora das Mercês, padroeira da Diocese de Itapipoca, evocada várias vezes durante a Romaria da Terra,  para que tenhamos a coragem, a força, a disponibilidade e alegria de seguirmos na fé e no compromisso dos mártires. Presentes na luta, vejamos no outro Jesus, Javé, o Deus dos pobres, do povo.

 Francisco Vladimir, jornalista
 Pastoral do Migrante da Arquid. de Fortaleza

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Há algo de podre no reino da Dinamarca...


Já dizia Willian Shakspeare,  em uma de suas obras mais famosas: o Hamlet. Pela boca do personagem título da estória, Shakspeare pretendia retratar uma realidade de corrupção, de  traições e de assassinatos que ocorriam nos bastidores da Dinamarca. Não é preciso muito esforço para fazer uma analogia com tudo que se passa nos bastidores dos três Poderes da nossa Pátria amada salve, salve! A matéria publicada nas últimas edições do Diário do Nordeste diz respeito ao Sistema Penitenciário do Ceará. Nosso Estado, felizmente (ou infelizmente) não é o pior no ranking penitenciário. Pasmem! Os ilícitos apreendidos são repostos sistematicamente em igual ou maior quantidade.

Sejus já apreendeu 248 celulares nos presídios

Diário do Nordeste 7/08/011 


Em 64 vistorias realizadas nos últimos seis meses em sete unidades prisionais do Estado do Ceará, 248 aparelhos de telefones celulares foram apreendidos em poder de detentos. Os telefones estavam dentro das celas e possivelmente sendo utilizados para a prática de golpes que partiam de trás das grades.
"Para cada aparelho deste, havia, pelo menos, um chip. Além de outros 225 que apreendemos", revela o coordenador do Sistema Penitenciário do Estado, Bento Laurindo.
Os números correspondem às vistorias realizadas naquelas que são consideradas as maiores unidades prisionais do Ceará pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), o Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), Institutos Presídios Professor Olavo Oliveira I e II, Casas de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) I, II e III e a CPPL de Caucaia.

Flagrantes

Durante os procedimentos, também foram apreendidos 180 carregadores para celulares e 90 baterias, além de drogas e armas. "Constatamos a utilização de diversos artifícios para drogas e celulares chegarem aos presos. Visitantes já foram flagrados nas situações mais absurdas possíveis. Tivemos um caso, por exemplo, de uma senhora que carregava uma Bíblia para dentro da unidade. Algumas páginas do livro estavam coladas e havia cocaína entre elas. Há, ainda, o que chamamos de ´rebolo´. São as pessoas que passam ao lado do presídio e jogam o objeto por cima do muro", destaca Laurindo.

O mais grave para o coordenador são as vezes em que se confirma a participação de agentes penitenciários ou outros trabalhadores da unidade na entrega de material ilícito para os presos. "Para combater isto, criamos, em março deste ano, a Coordenadoria de Inteligência Prisional. Contamos com a ajuda da Coordenadoria de Inteligência da SSPDS para algumas investigações e trocamos informações. Nosso objetivo é tirar de circulação todas as pessoas que possam estar sendo nocivas ao Sistema Penitenciário". Das 64 vistorias realizadas entre janeiro e junho deste ano, 53 foram vistorias gerais e 11 do tipo ´anti-fuga´.

"Ocorre, ainda, a ação pontual dos agentes penitenciários que apreendem diariamente materiais nos presídios, durante as revistas nos visitantes", lembra Bento Laurindo. As vistorias ´anti-fuga´ também são conhecidas como ´bate-grade´. "É uma ação rápida, os agente saem batendo nas grades para detectar barras de ferro soltas e, desta forma, evitar que os presos escapem". Através do Nused (Núcleo de Segurança e Disciplina), são deslocados agentes penitenciários do GAP (Grupo de Apoio Penitenciário), que são treinados e capacitados para escolta, segurança e vistorias.

Drogas
Também durante os procedimentos no primeiro semestre de 2011, uma grande quantidade de drogas - em pequenas porções - foi encontrada em poder dos presos. Ao todo, 262 comprimidos psicotrópicos, 730 gramas de cocaína, 61 pedras de crack e, ainda, 783,5 gramas de maconha. "Também foram achadas duas unidades do que suspeitamos ser oxi, mas não há confirmação, o material está em análise ", diz Laurindo.
A Sejus tem recebido apoio da Polícia Militar durante as vistorias. Equipes do Batalhão de Choque são acionadas.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

não deixe o mal de alzheimer te pegar


Muito bom o teste, eu consegui em pouquíssimo tempo.  Aleluia!


Se concentre...comece a ler... e não desista!


De aorcdo com uma peqsiusa  

de uma uinrvesriddae ignlsea, 
não ipomtra em qaul odrem as  
Lteras de uma plravaa etãso,  
a úncia csioa iprotmatne é que  
a piremria e útmlia Lteras etejasm  
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser  
uma bçguana ttaol, que vcoê  
anida pdoe ler sem pobrlmea.  
Itso é poqrue nós não lmeos  
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa  
cmoo um tdoo.  

Sohw de bloa.  

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.  

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!  

Consegues encontrar 2 letras B abaixo? Não desistas...

RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR

Uma vez que encontrares os B

Encontra o 1

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIII1IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Uma vez o 1 encontrado.

Encontra o 6

9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999699999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999


Uma vez o 6 encontrado .......

Encontra o N (É díficil!)

MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMNMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM

Uma vez o N encontrado...

Encontra o Q..

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOQOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 

dai a cesar o que é de cesar



Não nego que fiqui feliz com a notícia. Ah! Que tal convidar o Supremo Tribunal Federal (STF) para o lançamento!

Jornal O POVO 01/08/2011

O promotor de justiça cearense Walter Filho lança, nesta quinta-feira, o livro O Caso Cesare Battisti – A Palavra da Corte, publicado pela Editora Imprece. Segunda obra de sua autoria (a primeira foi: CINEMA – A Lâmina que Corta), a publicação expõe os relatos oficiais da Justiça italiana sobre o julgamento do pedido de extradição do ex-ativista italiano, que estava preso no Brasil desde 2007, acusado de envolvimento na morte de quatro pessoas na década de 1970. Neste ano, Battisti foi libertado, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Walter, o objetivo do livro é denunciar “a impunidade que reina no Brasil, terra de acobertar criminosos”. “Meu trabalho visa desmontar as inverdades colocadas em prol de Battisti aqui no Brasil, e o faço sob as lentes de promotor de Justiça e defensor do Estado Democrático”, destaca. O promotor acrescenta o livro tem linguagem simples e não utiliza termos técnicos.
Battisti ficou preso no Brasil entre 2007 e 2011 (ANTONIO SCORZA/AFP)

Em novembro de 2009, a pedido da Itália, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição de Battisti, mas deu a palavra final ao então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em dezembro de 2010, Lula se recusou a extraditar Battisti. O governo italiano recorreu.
Em junho deste ano, por seis votos a três, o Supremo referendou a decisão do ex-presidente de não extraditar o ex-ativista italiano, determinando sua libertação.
Walter Filho sustenta que as autoridades brasileiras ignoraram as decisões judiciais de uma república democrática. “Preferiram acreditar no ex-presidente Lula, em uma carta do senador Eduardo Suplicy (PT), chancelando os argumentos da escritora francesa Fred Vargas, que colocou em dúvida todas as decisões da Justiça italiana. Acreditaram nas palavras deles, contra todas as decisões da justiça italiana, francesa e da Corte Europeia dos Direitos Humanos”, critica.